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terça-feira, 16 de setembro de 2008

TI na Publicidade

A web 2.0 abre espaço para o trabalho de programadores dentro das agências. Maurício Furtado Massaia não é formado em publicidade, mas poderia trabalhar em qualquer agência de propaganda ou de mídia interativa. Aos 22 anos, ele tem um perfil cobiçado no momento por essas empresas: é um programador Flash experiente, com um portfólio regado a projetos para grandes empresas. Há pouco mais de um mês, Massaia deixou a badalada agência DM9 e começou a trabalhar na Hello, Interactive. É a nova agência do grupo ABC (ex-Ypy), holding que reúne outros grandes nomes da publicidade como Africa, Loducca e MPM —e que tem entre seus sócios o publicitário Nizan Guanaes. “Aqui terei a chance de trabalhar com projetos ainda mais inovadores”, diz Massaia.

Com o boom das ações de marketing na web 2.0, as agências têm demandado cada vez mais programadores para fazer sites, banners e anúncios, principalmente em Flash. Em geral, o que se espera do candidato é que seja alguém com boa noção da linguagem ActionScript, adepto de constante atualização e que goste de inovar. “Como não há profissionais de Flash suficientes no mercado, as pessoas estão muito confortáveis em seus respectivos empregos”, afirma Alexandre Santos, diretor de tecnologia e projetos da Hello, Interactive.

O resultado são melhores oportunidades de salário. Com isso, um programador em Flash pode ganhar até 7 000 reais por mês. Um iniciante, por sua vez, começa com 1 500 mil reais. O mercado anda aquecido também para os programadores web especializados em JSP, ASP e ASP.NET, com faixa salarial em torno dos 3 000 reais.

LIGADO NOS FÓRUNS

Esse tipo de demanda tem rendido muito trabalho para Renato Antônio Martinez, de 22 anos. Webdesigner com experiência na produção de
sites em HTML, PHP, ASP e Flash, ele foi contratado pela agência JourneyCom. Desenvolve sites e banners interativos em Flash. Sua dica para ficar sempre atualizado é participar de fóruns web.

Apesar da procura crescente por profissionais desse tipo, nem todas as agências de propaganda estão abertas à contratação. Muitas terceirizam as tarefas mais técnicas com as chamadas agências digitais, de mídia interativa e de marketing online, como a AgênciaClick, TV1 e Mídia Digital.

INTERFACES RICAS

O mercado publicitário também procura engenheiros de software, cujo salário médio fica entre 4 000 e 5 000 reais. Para fazer plataformas diferentes conversarem entre si, o profissional disputado é o que conhece integração. “Ele precisa ser um pesquisador antenado e ter interesse pelas interfaces ricas”, afirma João Cabral, diretor de tecnologia da AgênciaClick.

Françoise Terzian, revista INFO de novembro de 2007

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segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Internet por rede elétrica é realidade no Brasil. [Pertim] de nós, sô.

Coloquei no título um trocadilho do título original de uma postagem sobre internet do blog Gizmodo, terceiro mais visitado do mundo. O título original é "Internet por rede elétrica é realidade no Brasil. Longe de você". Tráta-se de tecnologia de ponta sendo testada bem aqui assim, em Barreirinhas (MA). Desculpem pela alteração, pessoal do Gizmodo Brasil, não resisti, é que sou nordestino da gema, num sabe?!
Se você chega a uma cidade isolada do mundo, no meio das dunas, porta de entrada pro paradisíaco Parque Nacional de Lençóis só pode pensar: “é aqui que eu vou testar meu novo sistema de internet”. Você, no caso, algum executivo da Panasonic. A empresa japonesa escolheu a pequena cidade maranhense de Barreirinhas para testar seus modems que entram na Matrix via rede elétrica e chegam a velocidades de 200mbps (o que dá algo como rápido pra c*!$% pelo nosso padrão).

A Anatel colocou em consulta pública esta semana uma proposta para regulamentar a internet por rede elétrica no Brasil. Em outras palavras, vai começar uma briga pra ver quem consegue provar qual é a melhor tecnologia de internet desse tipo – as operadoras de telefonia também já fizeram experimentos em municípios isolados. A expectativa da Panasonic é que novos testes aconteçam em 2009. O engenheiro da empresa ouvido pela Reuters disse que lá no Japão “modems desse tipo são encontrados nas prateleiras” (o que deve significar que ele não pode ficar no chão). E o pior: os aparelhos lá podem ser conectados à rede elétrica e à internet ao mesmo tempo. Sim, não se deixe enganar. Isso é ruim. O exemplo “legal”: a TV de Plasma pode interromper sua programação e mostrar o carteiro na porta (o interfone estaria na mesma corrente). O pior cenário: seu amigo mala desliga, via MSN, o seu videogame, na sala. Enquanto isso não acontece o dono de uma loja, de um restaurante e os usuários de uma biblioteca pública em Barreirinhas curtem a novidade ingenuamente.

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quinta-feira, 29 de maio de 2008

Princípios de design para a internet (sem dogmas)

por Iris Freitas Duarte

No ramo do desenvolvimento de produtos interativos ocorre uma notada raridade de papas, patriarcas, gurus e sumidades, o que nos dá ao mesmo tempo um sentimento de vazio e uma oportunidade incrível.

Na nossa identidade, o campo de paternidade está vazio, mas o de naturalidade não deixa dúvida. A Califórnia, capital da internet no mundo, já vivenciou um cenário parecido há um século e meio atrás, quando os “fourty-niners” buscavam terras repletas de ouro. Hoje, nós corremos atrás de verdades que pautem a maneira de projetar para a internet.

Uma “salada de conceitos” com ingredientes produzidos nos últimos dez anos pelos nossos raros e jovens gurus. Vamos ficar com os princípios e deixar os dogmas no passado.
Trabalhamos numa indústria órfã de referências.


As dúvidas superam as certezas: Qual o processo de desenvolvimento perfeito? Que empresas (fora o Google) sobreviverão? Qual o melhor modelo de negócio? Que formato comercial vai prevalecer?

Aqui, o objetivo é abordar princípios que possam orientar a atuação do designer durante o projeto. Por mais órfã que seja, nossa indústria chegou à sua adolescência e já é possível citar fatos ocorridos há dez anos atrás. O mais antigo ponto de referência da minha memória é Jakob Nielsen. No fim da década de 90, seu site “Use It” e sua newsletter “Alertbox” me converteram a uma estranha seita chamada usabilidade.

A idéia central era fazer que o usuário completasse tarefas mais facilmente, otimizando sua curva de aprendizado em cada objeto projetado. Eu tinha dez anos a menos do que tenho hoje e defendia os dogmas de Nielsen com unhas e dentes, contra as demoníacas forças dos designers gráficos que queriam fazer da internet um imenso cartaz publicitário. Cheguei ao ápice quando comprei uma camiseteta que retratava o guru como uma espécie de Che Guevara dos geeks (que vergonha!).

O evangelho segundo Nielsen era rígido e dividia os designers em dois grupos bem definidos. Os seguidores do Jacozão e os designers-gráficos-frustrados. No segundo grupo há que se destacar os amantes da tipografia estilo “TDR” (The Designers Republic), os adeptos do “Flash artístico“ estilo Kioken Design, os pixelmaníacos, os neo-barrocos da ilustração vetorizada e todos aqueles cujos trabalhos nunca conhecemos por falta de paciência de esperar que eles carregassem em nosso browser.

Em 2001, os caras da publicação de design interativo A List Apart (também conhecida como ALA) apostaram todas as suas fichas no CSS. Jeffrey Zeldman & Cia já criticavam Nielsen duramente há anos, alegando que seus dogmas ignoram aspectos importantes da experiência do usuário como apelo visual, e o conjunto de fatores que mais tarde chamaríamos de agradabilidade.

No auge do movimento anti-Nielsen, Joshua Davis (designer-rockstar inicialmente da Kioken) resumiu a questão: “Alguns estúdios assumem que o usuário médio é um idiota. E fazem design de modo que todos continuem sendo idiotas.”.

Corte para o tempo presente. Estamos em 2008 e os xiitas perderam espaço. O “new black” do design pra internet é o minimalismo de carga gráfica em benefício do lado ergonômico-funcional e da clareza de leitura. É claro que existem áreas reservadas para aplicação do branding em toda sua plenitude, mas as telas dos sites de sucesso nunca estiveram tão limpas. Não se engane quem acha que esta é uma tendência inédita: estamos falando de conceitos da Bauhaus aplicados às novas mídias, onde três fatores são inegociáveis: a elegância pela economia de formas, o enfoque funcional e a redução de custos de produção.

Outro conjunto de princípios clássicos que deve pautar a atuação do web designer é a Gestalt. Você pode escolher uma entre as dezenas de definições possíveis para o termo: “aquilo que é exposto ao olhar“, “o que é colocado diante dos olhos” ou “a percepção do todo em detrimento das partes”, mas há de concordar que cada conceito que forma a Gestalt se encaixa perfeitamente na atividade de projetar sites.

Não por acaso, Walter Gropius (fundador, professor e líder da Bauhaus) defendia que a escola formasse um “gestalter”, termo que ouso traduzir como “designer de percepção” ou (mais adequado às novas mídias) “designer de experiência”.

Além das escolas tradicionais, é impossível ignorar a influência do trabalho de alguns gurus da era do design de interação. Jason Fried e os caras da 37 Signals fincaram a bandeira do “design less” com sua filosofia “Getting Real”, onde pregam simplicidade e clareza em times pequenos e com muito feedback dos usuários.

Bruce Tognazzinni, ou simplesmente “Tog”, como prefere ser chamado, é uma espécie de Nielsen versão light, tendo atuado por 15 anos na Apple, como evangelista de design de interfaces. Quando se fala em princípios de design da Apple não é preciso dizer muito. Os produtos da empresa provam que interfaces funcionais, simples e limpas podem ser ao mesmo tempo emocionais, lindas e excitantes.

Essa “salada de conceitos” representa bem nosso cenário. Dois quilos de Bauhaus, uma colher de ergonomia, um punhado de Jakob Nielsen, outro punhado dos anti-Nielsen. Duas lascas de 37 signals e três fatias de Apple. Não se esqueça de misturar três xícaras de Gestalt e de temperar a gosto com seu próprio bom senso. Se a receita ficou muito complicada é melhor virar psicanalista e devorar Freud. Quando se fala de internet é necessário balancear as refeições.

Para ser mais objetivo na minha visão sobre design para a internet, listei princípios que considero a base de qualquer bom projeto. Alguns são conceitos clássicos de design, outros são frutos da minha experiência aplicada em design interativo.

Princípio: (do latin principium, início, fundação) Pressuposto fundamental de determinado assunto, que permite a construção de uma norma ou lei através de interpretação humana.

Dogma (do grego δόγμα, opinião, o que se pensa ser verdade): Crença ou doutrina imposta, que não admite contestação.


Procurei não determinar dogmas, mas sim indicar princípios, para que cada um escolha os caminhos mais adequados a cada projeto. Numa oportunidade futura espero poder descrever e exemplificar cada um destes pontos:

1. Hierarquize antes
Antes de começar a fazer o layout tenha certeza do que é mais importante e procure orientar o caminho que você espera que os olhos do usuário tracem.

2. Seja coerente
Elementos iguais devem ter a mesma função. O usuário aprende padrões de uso a cada clique. Tenha certeza que ele não os desaprenda.

3. Desenhe menos
Se estiver em dúvida se precisa ou não de determinado elemento, prefira deixá-lo de fora. Pode ser duro, mas um bom designer é aquele que escolhe o que não fazer, esperando que o feedback do usuário esclareça as dúvidas.

4. Aplique Gestalt
Use os conceitos de agrupamento, distância e alinhamento para dar clareza ao que está sendo apresentado. Alinhe o que deve representar um fluxo de leitura. Desalinhe o que merece uma interrupção. Agrupe conjuntos e subconjuntos de informação. Estabeleça o ritmo adequado explorando as distâncias entre os objetos da tela.

5. Projete em camadas
Faça primeiro o que é genérico. O que será utilizado em vários momentos da experiência do usuário. Só parta paro o que é específico e para os detalhes depois de ter uma estrutura satisfatória.

6. Onde estou?
Não deixe o usuário sem resposta para essa pergunta. Ofereça sempre uma sinalização clara e um porto seguro para a navegação.

7. Faça sistemas modulares
Atente para a flexibilidade do layout, pois é bom que ele contemple múltiplas situações. Lembre-se que cada objeto projetado pode ser reutilizado em outras páginas, sem acréscimo de custo ou tempo.

8. Preocupe-se com a unidade do layout
O conjunto de objetos visíveis deve ser harmônico e criar a percepção correta no usuário. Tire o foco do seu olhar deixando os olhos quase cerrados, sem atentar para os detalhes. O layout deve dizer ao que veio mesmo assim.

9. Crie a impressão de ser “ao vivo” e pessoal
Lembre-se que o usuário está sozinho, segurando um mouse e olhando para o que você projetou. Se ele sentir frieza não vai se sentir à vontade. Se sentir que a página está atualizada e viva vai voltar lá mais vezes.

10. Resolva a regra
Deixe a exceção para depois. É muito comum se perder em meio a milhares de situações possíveis. Esse é o momento de estabelecer qual o uso mais comum e tratá-lo como prioridade.

11. Atente para os contrastes
Eles servem para melhorar a leitura, diferenciar elementos e criar peso em elementos que precisam ter peso.

12. Deixe espaço para o usuário
Projetamos objetos interativos e não só de leitura. Deixar o resultado das interações vir à tona cria mais interesse e ajuda a deixar o produto final menos frio.

13. Deixe a tela respirar
Não caia na armadilha de cobrir todos os buracos disponíveis com conteúdo. Em alguns momentos, um espaço vazio é importante.

14. Dê feedback
Cada ação do usuário deve gerar uma reação clara e imediata do sistema interativo.

15. Adequado é melhor do que bom
Não fique refém de um layout só porque você decidiu que ele é bom. É comum ver boas soluções totalmente inadequadas ao problema em questão.

16. Foque no produto final
PSDs, HTMLs estáticos, especificações funcionais e documentações semelhantes são ferramentas para atingir o objetivo final. Cuidado para não se deixar seduzir pela sua entrega individual em detrimento do benefício para o usuário final.

17. Ponha no ar
Em vez de perder muito tempo discutindo qual é a melhor solução, lance uma versão beta e observe a utilização dela. Se não puder fazer isso, fazer testes de usabilidade é a solução, mas monitorar os padrões de comportamento pós-lançamento é indispensável.

18. Pense na experiência total
Se você já foi um designer gráfico, largue o vício de tratar um site como uma coleção de peças gráficas independentes. O foco deve ser na experiência do usuário como um todo e no fluxo de navegação entre as telas.

autor: Marcelo Gluz
fonte: [Webinsider]

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quarta-feira, 23 de abril de 2008

Marketing e Branding

Por Koert van Mensvoort
O festival de absurdos que todos os dias ocupa páginas e páginas da imprensa especializada falando sobre a relação marketing e branding é, sobre todos os aspectos, além de medíocre, lamentável. A confusão é total e leva os leitores ao caos.

Contrariando Chacrinha, e para esclarecer e não complicar, vamos começar pelo verdadeiro entendimento de branding. E para tanto é suficiente recorrer-se a qualquer bom livro sobre a matéria. Até mesmo os voltados para os “idiotas”, como é o caso de “Branding for Dummies” assinado por Bill Chiaravalle e Barbara Findlay Shcenck. No livro, explicam, “Muitas pessoas continuam pensando que o logo é que é a marca. Não é. O logo é apenas a representação da marca que a empresa pretende construir. Em verdade a marca não é o que a empresa parece e demonstra ser, nem o que a empresa comunica, e muito menos o que vende. A marca é o que as pessoas conhecem, reconhecem e reputam sobre a empresa”.

Assim, marketing e branding são as duas faces de uma mesma moeda. Quando escrevo marketing me refiro ao entendimento que Peter Drucker trouxe para o mundo em seu livro de 1954, “The Practice of Management”. A partir daquele momento, Drucker elevou o marketing à condição de ideologia da empresa moderna. É desse marketing que estou falando. Nas empresas continuam existindo as áreas de marketing, que trabalham com todo o ferramental de marketing, que apóiam e prestam serviços às áreas de produtos e serviços, e muito mais; mas, para as que decidiram seguir Drucker, muito mais do que áreas e as ferramentas, marketing passou a ser a forma de pensar e agir da empresa moderna. A ideologia. Sua responsabilidade e comando são sempre do principal executivo da empresa. E sua ação, compartilhada por todos que trabalham na empresa e para a empresa.

Isso posto e agindo de forma sensível, convergente, consistente, todas as forças da empresa e dentro da ideologia do marketing – pessoas, produtos, serviços, filiais, recepções, embalagens, propaganda, promoções, eventos, preço, relacionamento etc – têm um único e mesmo objetivo no final da linha, do processo, e que se renova a cada novo dia: o de construir e preservar uma marca de qualidade na cabeça e no coração dos públicos relevantes e decisivos; o objetivo de fazer o branding.

Ainda recentemente, John Jantasch, que tem um dos melhores blogs sobre marketing, trouxe importante contribuição ao assunto ao responder uma pergunta de um de seus leitores. Dentro do entendimento de que marketing e branding são as duas faces de uma mesma moeda. Segundo ele, “Marketing é a arte de convencer alguém que tenha um desejo, a conhecer, gostar e confiar em você”; e “Branding é a arte de se fazer conhecido, querido e confiável”.

Tão simples quanto.

autor: Francisco A. Madia
fonte: Popmark



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quinta-feira, 20 de março de 2008

O Designer e o Diretor de Arte

Design é uma palavra inglesa que significa projeto. Grosso modo, criar algum objeto, projetar sua funcionalidade, sua utilidade, e dar a esse objeto uma forma para que ele faça parte da sociedade, especialmente a de consumo, é fazer design. Esse design pouco tem em comum com o trabalho do Diretor de Arte como o conhecemos. O design está em tudo. Qualquer coisa tridimensional tem design - não importa se bonito ou feio. Carros eletrodomésticos, aviões, barcos, máquinas, produtos móveis, computadores, brinquedos, roupas e tantos outros representam a história do design. É a fotografia do mundo em todas as suas cores e formas. Presente, passado e futuro.

Embora seja possível dizer que quem faz design também faz arte, o Diretor de Arte não participa diretamente dos processos do design, a não ser que ele tenha como opção tornar-se designer industrial. Mas não vamos falar de design industrial, o que seria muito mais complexo que essas poucas linhas e que, no fim das contas, para o Diretor de Arte pouco acrescentaria. O que faz parte do dia-dia do Diretor de Arte é, isso sim, o design gráfico. Mas o que é design gráfico?

Quando se cria um projeto gráfico onde todo um conjunto de elementos estão combinados e tratados de maneira que fiquem bem distribuídos e tenham sentido, se está fazendo design gráfico. Diagramação, fotos, ilustrações, tipografias e efeitos computadorizados fazem parte da elaboração desse projeto. Criar num espaço bidimensional - nesse caso o papel ou a tela do computador - e dar sentido aos elementos que vão ocupar esse espaço é fazer design gráfico.

Trabalho que, via de regra, é desenvolvido pelo profissional chamado designer gráfico. Aí é que está a “pequena confusão”. O designer gráfico cria logotipos, embalagens, projetos editoriais - capas de livros, revistas -, programação visual - envelope, papel-carta, cartão -, manual de identidade visual, folhetos, cartazes, páginas para a internet e mais uma série de materiais gráficos que não são campanhas publicitárias. Mas o Diretor de Arte também faz tudo isso. Por que, afinal, separar Diretor de Arte de designer? O designer gráfico é, antes de tudo, um Diretor de Arte. Ponto. O único senão é que a sua especialidade não é campanha publicitária. E qual o problema? Médicos são médicos sempre. Especializam-se em suas áreas mas são médicos. Só pra você entender melhor: David Carson - um dos monstros do design gráfico moderno e que deu cara nova à revista Trip aqui no Brasil - foi considerado um dos melhores Diretores de Arte do mundo.

Temos, portanto, o seguinte quadro: design industrial pouco ligação tem com o dia-a-dia do Diretor de Arte. Design gráfico tem toda ligação. Não é apenas um complemento, mas é grande parte do trabalho. Os dois profissionais, Diretor de Arte e designer gráfico, precisam entender as mesmas coisas sobre criação quando se trata de peças gráficas. Desenvolvem peças semelhantes ou até idênticas. Conhecem diagramação, layout, tipografia, fotografia e grande parte de tudo o que você já leu até agora.

Fonte: IFD Blog


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sábado, 23 de fevereiro de 2008

CRACK!

Texto muito bacana do meu amigo profícuo de idéias, Pádua Carvalho (diretor de criação), publicado no seu blog Garoto de Blograma.

Em dias de chuva, aqueles em que a gente não quer sair debaixo das cobertas e que o bom mesmo é ficar ali esquentando a costela com a pessoa que a gente adora. Mas, e não mas que de repente - dá um estalo!



Você pula da cama e voa para o seu notebook, senão corre o risco de perder a idéia. Essa descarga de criatividade é o lampejo salvador que pode definir se tua semana vai ser de sol ou tempestuosa. Daí em diante, o que você mais deseja é ir para o trabalho para colocar a idéia em prática. Faça chuva ou faça sol, só haverá descanso novamente quando tudo estiver pronto.
Não sei se funciona com todo mundo, mas comigo sim, pelo sim e pelo não, é sempre bom você consumir informações até o talo, quando o cérebro não agüenta mais, ele trinca, estala e então: IUPI, IABA DA BADU!

Eis a sua idéia brilhante. Queria que fosse assim com as dívidas, quem sabe se eu não memorizar só a primeira parte do jargão ao inverso “Não devo”, talvez funcione? Ou quem sabe uma palavra mágica tipo, SHAZAM, ABRACADABRA ou qualquer coisa do tipo, faça desaparecer todos os meus pesadelos? Você pode não acreditar, mas eles são pesadelos medonhos, tipo: prazo estourado, cliente aborrecido, trabalho barato, briefing ruim, cuca vazia, estagiário grudento, horas de insônia, dinheiro contado, conta no vermelho e o pior deles - mudança de planos no meio de uma campanha com todo o material aprovado, arre! Esse é o pior pesadelo para um designer.

Existem outros eu sei, mas estes são os meus. Por isso, em dias de chuva, vou só ficar olhando a água escorrer pelo vidro da janela e deixar ela lavar e levar meus problemas.
Ah! Sobre os estalos, agora só se for os da cama, pois de agora em diante, vou só deitar e rolar e, como diz o Pelé: - entende?

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quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Idiota, porque não?

Recebi esse texto no meu e-mail, que pena que não está assinado pelo autor. Se foi você quem o criou fique a vontade para reclamar a autoria, tenho o maior prazer em lhe dar os créditos.

O idiota e a moeda

Um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia. Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos biscates e esmolas. Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas: uma grande de 400 REIS e outra menor, de 2.000 REIS. Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos.

Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos. Eu sei, respondeu o tolo assim: - "Ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda".
Pode-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa. A primeira: Quem parece idiota, nem sempre é. A segunda: Quais eram os verdadeiros idiotas da história? A terceira: Se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda! Mas a conclusão mais interessante é: A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito.

Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim quem realmente somos. Qual é a moral?????? "O maior prazer de um homem inteligente é bancar o idiota diante de um idiota que banca o inteligente".

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quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Sai Dessa Zona

Por Adage Lima Jr

A algumas semanas postei um texto de Márcia Rocha chamado Eu Quero Desafios. Identifiquei-me muito com o seu personagem (real, claro) Fernando Sobré, o Teco. Não, não sou nenhum consultor em convergência digital como ele, nem em qualquer outra coisa. Também nunca fui gerente de desenvolvimento de negócios numa Harte-Hanks não sei das quantas, nem diretor geral duma tal de Mobile Mixer da vida. Tão pouco, desenvolvi qualquer trabalho no Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife – CESAR (que bom que existe um lugar desses no meu Nordeste, eu nem sabia). Identifiquei-me, na verdade, com esse gosto de estar fora da zona de conforto e pelo fato de também já ter passado pela experiência de falir um negócio que abri quando tinha 17 anos.

Naquela época eu tinha duas escolhas, poderia continuar somente como arte-finalista na Nordeste Promoções e curtir meu salariozinho ou, além disso, tentar revolucionar o mercado local com uma unidade de divulgação de serviços que denominei com a sigla UNDISER tendo como alvo o público jovem. Sem querer dar explicações sobre o porquê de termos fechado logo nos primeiros meses de funcionamento, quero focar na tal da zona de conforto. Se eu tivesse ficado lá, quietinho, se não tivesse tentado, se tivesse ouvido as palavras da mãe do meu sócio “espero que você seja pé no chão, porque o meu filho não é”; eu não teria falido, não teria me endividado, me desgastado com meu sócio nem com meu antigo chefe, não teria me estressado tanto, nem gritado com a secretária, teria dormido mais, teria deixado a idéia passar.

É muito desconfortável arriscar, investir, inventar, praticar, criar ou até mesmo viver. Tentar realizar sonhos exige um esforço descomunal. Pode por em riscos relacionamentos, bens, sentimentos, vai desafiar a sua fé, pode lhe fazer chorar, vai lhe tirar o sono (por isso às vezes sonho acordado). Eu já tentei fazer assim. Abrir mão dos vôos e dos ideais, ficar confortável, sem curiosidades, deixar de aprender. Já tentei fazer só o que me pedem ou só o que me pagaram pra fazer. Ultrapassar limites? Cansa só de pensar. Fazer exatamente o que o cliente pediu é mais confortável do que tentar convencê-lo de que a minha idéia é melhor. Aliás, que idéia? Inovar está fora da zona. Tentei sim, acredite. Mas eu simplesmente não consigo.

Pois é, Márcia, acho que no fundo, nosso amigo Teco tem razão. “Fazer acontecer” dá mais prazer à vida do que viver no conforto ou em busca dele. Não sei por quanto tempo essa gana vai durar. Dizem que isso é coisa da juventude, que um dia os desafios da vida já não empolgarão mais. Mas sabe de uma coisa? Hoje quando me sento para conversar com o vereador Iata Ânderson, meu sócio do tempo da UNDISER, nós damos boas gargalhadas ao lembrar dos vexames, das frustrações e das conquistas que vivemos naqueles dias corridos e noites má dormidas. Um dia, quando o tempo minar minhas forças e encurtar os meus passos e a vista, quero ao menos dar longas e boas gargalhadas ao ensinar pros meus netos sobre minhas experiências vividas além do limite dessa tal de zona de conforto.

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quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Qual é a Receita da Criatividade?

A resposta é: não existe. Aliás, não me considero nem qualificado pra falar sobre esse tema. Sempre gosto de ouvir as dicas dos mais experientes. Isso sim, ouvir me ajuda muito. Ouçamos (ou leiamos), então, as dicas do Luli Radfahrer, DWD:3.

Criatividade – 10 dicas

Antes de mais nada: não existe “receita mágica” para se ter idéias diferentes. Qualquer um que tente convencê-lo do contrário tem boas chances de, na melhor das hipóteses, estar iludido – ou não saber ao certo o que criatividade significa. Afinal de contas, a partir do instante em que haja uma fórmula para se pensar novas coisas, elas já não serão mais novas.Não sou psicólogo nem “criativólogo”, tudo que conheço na área vem de prática e observação. Quando estou bloqueado, sempre penso em crianças e no que elas fariam. Observando-as, descobri algumas atitudes que podem ajudá-lo a buscar saídas originais para os mesmos velhos problemas. Seguem algumas delas:

Relaxe. Essa é a dica mais importante. Para se ter idéias é preciso estar em um estado de espírito tranqüilo, com o mínimo de estresse possível. Pense em outras atividades que sempre mudam: dançar, cozinhar, fazer piadas... sob pressão, buscamos atalhos para o raciocínio, e as velhas rotas são sempre mais rápidas e seguras.

Colecione tudo que puder. Rótulos, embalagens, folhas, revistas velhas... junte todas as tranqueiras que conseguir. Quando reciclada, essa velharia que inferniza o seu próximo pode ser de grande serventia.

Seja curioso. Aprenda outras coisas, não tenha medo de perguntar tudo, mesmo que não tenha nada a ver com a sua área. Os verdadeiros criativos não são esnobes nem auto-centrados. Quem age assim normalmente é só inseguro.

Mexa-se. Dê uma caminhada, tome um banho. Ative sua coordenação motora e oxigene o cérebro. Dormir também pode ser uma boa, contanto que você tenha um caderno de notas à mão.

Redecore sua mesa, desktop, espaço de trabalho. Mude a posição de mesas, cadeiras e livros, troque seu ponto de vista, coloque objetos interessantes ao alcance da mão, provoque seu subconsciente.

Tome notas. Picasso, Hemingway e muitos outros nunca saíam de casa sem seus caderninhos Moleskine. Boa parte das “sacadas” tende a desaparecer quando tentamos fixá-las na memória. Anote tudo sem compromisso com o layout ou mesmo com a gramática. O caderno não é um diário nem um blog. É seu e só seu.

Desapegue. Dê parte das suas coisas, empreste, troque. Faça o mesmo com suas idéias. Nunca tenha medo que alguém as “roube”. Tenha em mente que, ao contrário de mercadorias, quando se trocam idéias elas não deixam suas mãos. Pelo contrário, ficam mais fortes.

Pergunte “por que as coisas são do jeito que são?” pelo menos umas cinco vezes por dia. Faço isso há anos, o que já me levou a diversas situações constrangedoras.

Desmembre. Divida frases, situações, objetos em diversas partes, nem que seja para descobrir que o todo é muito maior que a soma delas. Ao dividi-las, os objetos e conceitos “grandes” e assustadores são transformados em objetos menores e muito mais maleáveis.

Observe o mundo à sua volta. Preste especial atenção a crianças, camelôs, uniformes, pessoas “diferentes”, artistas e suas obras, brechós, locais abandonados, plantas, mapas, diagramas técnicos, lojas especializadas... há uma enorme riqueza pictórica no mundo.

Se nada disso der certo para se ter uma boa idéia, pelo menos será garantia de diversão e relaxamento, o que sempre é lucro.


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sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Arte-finalista, Designer Gráfico ou o que?

Por Lima Jr

Olá caro Ossivânio,

Obrigado por ser leitor do meu blog. Este texto é uma tentativa de responder à sua questão: Existem arte-finalistas, designers gráficos e mais o que? Embora eu considere que arte-finalista e designer gráfico sejam profissões afins, não acho necessariamente que uma seja a evolução da outra nem que tenha qualquer relação de hierarquia numa empresa.
Minha carteira de trabalho foi assinada pela primeira vez como arte-finalista. Eu trabalhei sob essa função por cinco anos no Grupo Nordeste. Basicamente o meu trabalho era pegar uma idéia preconcebida e transformá-la em algo adequado em à uma impressora offset, por exemplo. O arte-finalista, portanto, desempenha função importante numa gráfica ou na prestação de serviços a ela. É sua responsabilidade verificar se o tamanho do arquivo é econômico, se a resolução das imagens está alta, o tipo de corte, se as dobras encaixam, se o sistema de cor está em CMYK em todos os elementos do arquivo, se as fontes não sofreram alterações, as marcas de impressão, em fim, faz o chamado “fechamento” do arquivo.

O Designer gráfico está mais ligado ao processo criativo da peça. Sua atuação está relacionada mais com agências de propagando e publicidade do que com gráficas. Talvez a conceituação da ADG Brasil possa esclarecer melhor:

O design gráfico é um processo técnico e criativo que utiliza imagens e textos para comunicar mensagens, idéias e conceitos. Batizado e amadurecido no século 20, é hoje a atividade projetual mais disseminada no planeta. Com objetivos comerciais ou de fundo social, o design gráfico é utilizado para informar, identificar, sinalizar, organizar, estimular, persuadir e entreter, resultando na melhoria da qualidade de vida das pessoas. O trabalho dos designers gráficos está inserido no cotidiano da sociedade através de posters, logotipos, embalagens, livros, jornais, revistas, placas e sistemas de sinalização, camisetas, aberturas e vinhetas de cinema e televisão, websites, softwares, jogos, sistemas de identidade visual de empresas, produtos e eventos, exposições, anúncios etc.

Mas se o que você quer saber é quais as funções que encontramos numa agência de publicidade, continue lendo e veja o que a R&B Propaganda fala sobre isso (fonte IFD Blog):

Quer viver todas alegrias e tristezas deste universo? Então, corre atrás meu amigo! A primeira coisa a se pensar é em qual área você vai querer atuar. Se você ainda não sabe quais são os departamentos de uma agência, confira aí, algumas divisões. Não é uma divisão fixa e obrigatória, mas dá uma idéia de como funciona o fluxo de informação na PP.

Atendimento - O cliente chama, ou a gente corre atrás de uma nova conta. Isso aí é a responsabilidade do atendimento. É essa pessoa que faz o contato junto ao cliente. Uma função básica e muito importante de quem atua neste cargo, está no briefing. Não sabe o que é isso? Ta bom: é o resumo de todos os desejos, idéias, necessidades, argumentações, enfim, todas as informações sobre o trabalho a ser desenvolvido. O atendimento é quem busca o que o cliente quer e apresenta o trabalho pronto e tem de estar sempre por dentro de tudo que acontece na agência.

A redação - Chamadas, títulos e a própria redação. Tudo que é texto ta na mão dessa gente. Escrever até que é fácil, difícil é revisar, revisar e revisar. Afinal, por uma letra, o que era nunca, passa a ser nuca, e já viu no que isso pode dar.

A direção de arte - Aqui a porca torce o rabo. É a transformação das idéias e conceitos em fotos, traços e ilustrações. É onde a imagem se materializa. Muita criatividade e imaginação. É importante o cuidado com a finalização dos arquivos.

Direção de criação - É quem coordena a dupla de criação - parceria entre direção de arte e redação. Aprova ou não a idéia em qualquer nível. Ele é quem coordena o processo de criação.

Mídia - É a pessoa que cuida de toda a utilização da verba do cliente. Faz o levantamento de como investir e onde investir. Para esta campanha a gente usa outdoor ou busdoor? Fale com o mídia, que ele tem a resposta.

Planejamento - Posicionamento de marca, investimento em um novo mercado, ações, estratégias e muito mais. O nome já diz tudo: esse cara planeja mesmo, em diversos casos e para vários fins. Quer investir e não sabe onde? Pede pro planejamento que a resposta ta na ponta da língua.

Pesquisa - É de onde vem a referência e a informação. Vamos dizer que é daqui que sai a direção para a idéia. Aqui nasce o roteiro para uma boa peça ou campanha.

RTVC - Que tanto de letrinha! Mas o serviço é simples de entender e difícil de executar. Com existe a pessoa da produção que cuida do material gráfico, o RTVC é quem cuida das peças de mídia - leia-se rádio, TV e cinema. Responsabilidade e muita habilidade!

Produção - Depois de tudo pronto, conferido, revisado e abençoado - no caso de peças impressas -, é hora de ir para a gráfica. E é fundamental o acompanhamento da materialização da peça fora da agência. Fotolito, gráfica, prova e todo os tramites.

O tráfego - Nem toda agência tem esse funcionário especificamente. Organizar o fluxo de trabalho, essa a função de quem está neste cargo. Determinar quem faz, encaminhar o orçamento, coordenar a entrada de cromos, a saída de arquivos. Tudo isso e, ainda, conseguir garantir um funcionamento ágil e eficiente da criação em conjunto a todos outros departamentos.

Espero ter ajudado.

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segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Aqui se faz, aqui se atende

Por André Gomes
Fonte: Portal da Propaganda

– Não gostei.
– Por quê?
– Porque não gostei, ué.
– Mas tem algum motivo?
– Tem. Sou o dono da agência. Só gosto do que eu quiser. Rasgue tudo e faça de novo! - gritou o velho tirano a um de seus criativos.

Era assim que ele tratava seus empregados. Objetivamente. E estava tão acostumado a esbravejar e assistir às pessoas sumindo intimidadas de sua frente que quase não acreditou no que viu. Pela primeira vez, alguém respondera a seu grito na mesma altura.


– Faça você, velho ranheta!
– O quê!?
– É isso mesmo, frustrado de quatro patas e um rabo escondido sob uma calça de grife cara! Vá dar patada na mãe!

A surpresa doeu forte. No peito. A vista escureceu. E o velho enfartou.

Quando abriu os olhos, estava em frente a uma grande escada rolante subindo, tão longa que era impossível enxergar o último degrau. A estrutura de metal e borracha sumia entre as nuvens. Ao seu redor, nada.

Mal deu o primeiro passo para cima, as nuvens ganharam a forma de grandes telas de projeção, freqüentadas por seqüências intermináveis de imagens difusas. Uma mãe estapeando uma criança, um adolescente perseguido por seus colegas, um jovem vendendo verdura.

– Mas... esse sou eu!Enquanto subia, a vida do velho passava nas nuvens, projetada em cenas breves.

Viu ali sua infância triste, suas tentativas de trabalhar na juventude em uma grande agência da capital. Relembrou emocionado as tantas vezes em que bateu na porta dos diretores de criação e nada. Chorou mais uma vez em sua partida doída, magoada, para uma cidade menor, com um mercado menos concorrido.

Ele já nem lembrava de quando chegou a Ribeirão do Chavão, uma cidade perdida entre a Terra dos Triquestroques e a Serra do Trocadilho. Ali, as donas-de-casa iam ao supermercado para pagar um e levar dois. E nas promoções de vendas das lojas de eletrodomésticos, sempre dava a louca nos gerentes. Os açougues faziam aniversário e eram os fregueses quem ganhavam presentes. E nas compras a prazo, as entradas ficavam sempre para o ano seguinte.

Os empreendimentos imobiliários de Ribeirão do Chavão traziam sempre um novo conceito em moradia. Os shoppings eram sempre um novo jeito de fazer compras. No inverno, as lojas de roupas tinham sempre uma promoção para esquentar o frio. No verão, uma oferta para refrescar o bolso.

Quanto mais a escada subia, mais ele ia longe no passado sofrido. Relembrou os anos em que vendeu verdura até juntar o dinheiro para abrir uma agência de propaganda. E riu nas cenas em que ganhou a conta do circo e da quitanda. Orgulhou-se ao relembrar que multiplicou o faturamento dos dois. Depois vieram a padaria, o mercado, o açougue, o zoológico e todos os grandes anunciantes da cidade. Em pouco tempo, fez carreira, fortuna e quinze filhos. Cada um com uma mulher diferente.

Depois voltou para a capital, abriu outra agência e a escada chegou ao fim. Uma voz retumbante quase estourou-lhe os tímpanos.

– Então, esta foi a sua vida?
– perguntou a Voz.
– Foi, sim...
– Não gostei!
– Ai...
– Rasgue tudo e faça de novo!

E a Providência Divina mandou o velho de volta para a Terra. Mas não como dono tirano de agência. Ele teria uma segunda chance. Para pagar os pecados, voltou como atendimento.

André Gomes (horadapizza@gmail.com) é jornalista e publicitário.

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terça-feira, 21 de agosto de 2007

As Marcas "Refúgio"

*Por Fernando Jucá
Fonte Portal da Comunicação

Um contraponto necessário ao nosso universo com excesso de informações e conexões. Comercial de automóvel. Surge um homem, rosto tenso e ansioso, seu terno amassado parece uma camisa de força. É com ele que avistamos o novo veículo. Olhar de desejo, nosso amigo se apressa em entrar. Ouvimos o som macio da porta sendo hermeticamente fechada e o universo barulhento é deixado lá fora. Podemos sentir o conforto do banco de couro, onde ele se refestela e finalmente relaxa. Compartilhamos do seu sorriso de alívio: ufa, esse mundo é só meu! Sobe a música de fundo, quase infantil.

Essa peça de comunicação ilustra bem uma oportunidade que hoje se apresenta para os mais variados segmentos de negócio: a construção de "Marcas Refúgio".Marcas Refúgio não são exatamente uma novidade. Mas a extrema atualidade desse tipo de marca se explica como um contraponto necessário a esse nosso universo com excesso de informações e conexões.É fundamental - especialmente para executivos e empresários - entender as três distintas "teclas mentais" que o consumidor pode acionar nas Marcas Refúgio:

1 - "PAUSE"
Lembro da rede de cafeterias Starbucks - que está chegando ao Brasil - e sua proposta de oferecer um "terceiro espaço" ao consumidor. Um lugar aconchegante que não é o da casa, um território familiar que não é o do escritório, mas um terceiro espaço, para a prática do "estar tranquilamente", naqueles momentos entre a casa e o trabalho.Na Starbucks, café não é só café. Aliás, o sucesso da empresa se justifica porque eles entenderam que café nunca é só uma bebida! Um café fumegante, de grãos cultivados em países exóticos, constrói um tempo próprio, é um gostoso alicerce de refúgios, que a arquitetura das lojas e o treinamento dos funcionários reforçam na Starbucks.

O chocolate Twix, que tanto sucesso faz no Brasil, é outra marca que também soube aplicar a dinâmica do "Pause" ao oferecer em sua campanha de comunicação um "gostoso break" aos consumidores.

2 - "REWIND"
Uma pausa não é apenas o não-tempo. Ela une tempos. O refúgio também pode ser construído por meio de um retorno ao mundo protegido da criança.Ao vermos um adulto se deliciando com um picolé Kibon no meio da tarde não podemos deixar de lembrar do delicioso "bolinho" (madeleine) degustado por Proust, um objeto que faz a ligação entre o presente e os prazeres esquecidos pelo autor. É o sereno e restaurador reencontrar do profissional estressado com a criança que ele já foi.

Outro exemplo: a marca de salgadinhos Fandangos, que sabe oferecer um conjunto específico de prazeres sensoriais infantis que naturalmente agradam às crianças, mas que também cativam os adultos, pois proporcionam a eles uma momentânea viagem infantil.

Muitas vezes não venderemos mais produtos, soluções de engenharia. Venderemos sim instrumentos de refúgio, para trazer a eterna criança dentro de nossos consumidores. É como brilhantemente afirmou o CEO da Harley Davidson:

"não vendemos apenas motocicletas. O que oferecemos são brinquedos para altos executivos"!
3 - "SELECT"
Na raiz das Marcas Refúgio, a necessidade de preservar nosso poder de decisão e escolha, mesmo que apenas dentro do pequeno e precioso mundo criado pelo refúgio.Para criar esse mundo e permitir essa sensação de controle, as Marcas Refúgio não precisam de portas fechadas, como naquele comercial de automóveis. O iPod é um belo exemplo.Não tente falar com quem está curtindo seu iPod, há um refúgio virtual em torno do usuário. E, entre outras coisas, a marca dá a ele o prazer de construir e controlar um universo particular de opções para ver e ouvir, todas selecionáveis a um toque de dedo.

Os exemplos deste texto são úteis também para mostrar que a razão de ser de uma marca não mudou. Marcas continuam a ser um instrumento que ajuda o consumidor a se apresentar para o mundo. Quando como Fandangos, ou circulo com o meu iPod, eu sinalizo orgulhoso para o outro: "ei, olhe, mesmo no meio de toda essa correria, estou no comando e continuo capaz de me proporcionar uma deliciosa experiência de refúgio".

* Fernando Jucá é diretor-associado da Troiano Consultoria de Marca

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domingo, 12 de agosto de 2007

Quanto Vale o Seu Trabalho

Por Lima Jr

Vários colegas de trabalho da minha querida terrinha me procuram para perguntar quanto devem cobrar por seus trabalhos. Particularmente gosto que tenham essa preocupação. Querer saber qual é o preço justo do serviço é não querer mais “dar” o suor do rosto, horas a fio na frente do computador, tempo de pesquisa e prática de tutoriais, dias e dias garimpando livros e apostilas, cursos caros, equipamentos idem, por preços desumanos. Aliás, acho que a maturidade profissional começa a surgir quando buscamos impor um preço que, no mínimo, torne digna a vida no mercado onde atuamos. Vou explicar o que quero dizer com “tornar digna a vida no mercado”.

Desde meus primeiros anos no ramo das artes gráficas, eu sempre desejei me profissionalizar ao máximo. Enfrentei diversos gigantes interiores. Tive que aprender, como se diz aqui no nordeste, “na taca” os valores da humildade e do cultivo de bons relacionamentos. Isso foi muito doloroso. Mas, ultimamente o que mais me angustiava era ouvir elogios do tipo “cara seu trabalho é muito bom”, “você é um profissional de primeira linha”, “você está perdido aqui nesse fim de mundo” (esse último é o mais revoltante) e descobrir que apesar de tal reconhecimento a minha receita no fim do mês não dava pra comprar um livro do ramo que não fosse dividido em três vezes. Durante muitos anos eu tive que escolher entre fazer um curso livre na minha área ou ficar dois meses sem pagar o aluguel. Gildânia, minha esposa, sorri quando eu dou esse exemplo: Cheguei a comprar uma bicicleta para ela não ter que sempre me deixar a pé (tínhamos uma moto) quando quisesse ir à casa da mãe ou resolver outra coisa. Tive que escolher a dedo um modelo bom, feminino e que coubesse no orçamento. Acabei dividindo, obrigatoriamente, em cinco parcelas. Ironicamente, no mesmo ano um cliente meu escolhia na concessionária um carro zero quilômetro para a sua esposa não ter que pegar a sua pick-up. Eu até ficaria conformado se os produtos dele não dependessem tanto de profissionais com os meus conhecimentos. Não é inveja, quero chamar a atenção é para a infrutilidade financeira do meu trabalho causado não pelo ramo em si, mas pela minha postura como profissional. Eu poderia citar vários outros exemplos dessa natureza, mas não quero tornar o texto mais extenso. Acho que já deu para entender onde quero chegar. Ter uma vida digna no mercado é poder manter e ajudar a família, ter com que investir na própria carreira, poder, quem sabe, viajar no fim do ano mesmo que seja pra rever os familiares lá em Picos (PI), tudo com a força do seu trabalho, afinal você vive disso.

Para os meus queridos colegas de profissão, acho que a primeira coisa que devem fazer antes de fixar preços é tomar uma atitude e dizer “ei, o meu trabalho também tem valor” e se especializar ao máximo. Recomendo que leiam o livro Viver de Design de Gilberto Strunck, publicado pela editora 2AB. Nele o autor compartilha um verdadeiro curso de sobrevivência principalmente se você trabalha por conta própria. Strunck fala sobre a importância do Briefing, cálculo do valor da sua hora técnica, como proteger seu trabalho entre muitas outras dicas indispensáveis. Destaco aqui a lição que eu achei a mais interessante: não se deixe especular. Muitos clientes gostam de dizer “faça para eu ver como fica, se eu escolher o seu trabalhão, aí então lhe pago”. Não faça isso. Nas palavras do próprio Strunck:

Esse tipo de relação, em que o cliente nos solicita serviços sem uma remuneração garantida, além de ser aético, é predatório e pode, a médio prazo, inviabilizar o seu negócio e o dos seus colegas.

Outra dica é dar uma olhada na tabela de preços desenvolvida pela ADEGRAF – Associação de Designers Gráficos do Distrito Federel, a mais dedicada que conheço. Adapte os preços à realidade econômica do mercado local, para isso, você pode utilizar o Critério de Classificação Econômica Brasil da ABEP - Associação de Brasileira de Empresas de Pesquisa . É importante lembrar que não basta somente sair por aí aumentando os preços. O seu trabalho deve estar à altura da profissão que escolheu, os prazos devem ser cumpridos, os retornos devem ser dados. É nesse rumo que estou andando. Boa sorte.

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Eu quero desafios

Por Márcia Rocha
Fonte: Revista VOCE/SA

O pernambucano Fernando Sodré, de 30 anos, gosta mesmo é de ficar na zona de desconforto. Explica-se: quando consegue o que quer, não fica parado, curtindo os louros da vitória. "Meu prazer está justamente em fazer acontecer", diz ele, que é mais conhecido como Teco. Seu lema é: construir negócios que permaneçam sustentáveis e que gerem emprego e valor para os funcionários, os investidores e para ele também. Claro que nem sempre dá certo. Ele já faliu duas empresas, uma de softwares para crianças e outra de softwares de informações geográficas. A primeira ela abriu quando tinha 17 anos. "Claro que a falta de experiência atrapalhou muito", diz. Mas ele não ficou dando tempo ao tempo para ver se as coisas melhoravam. Quando percebe que algo deu errado, parte logo para outro desafio. Além da diversidade (mudanças que sempre têm a ver umas com as outras, claro), a trajetória profissional de Teco também tem outro traço muito interessante: ele é mestre em costurar relacionamentos que, depois, rendem negócios. Foi assim, por exemplo, com uma de suas empresas, a Bússola Brasil, a segunda que foi à falência e que tinha como parceira a empresa americana de tecnologia Harte-Hanks.Quando a Bússola Brasil fechou as portas, Fernando se tornou gerente de desenvolvimento de negócios da Harte-Hanks. Atualmente, ele é diretor geral da Mobile Mixer, divisão que faz parte da produtora carioca Mixer e é especializada em criar conteúdo audiovisualpara celulares e outros tipos de mídia móvel. Essa última etapa profissional (está na Mobile desde setembro do ano passado) aconteceu por causa do trabalho de Fernando no Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR), empresa sócia da Mixer. Como gerente de criação de novos negócios do CESAR, viu que havia uma ótima oportunidade de negócio na área de entretenimento para celular, justamente o mote que deu origem a Mobile Mixer.

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terça-feira, 31 de julho de 2007

Já engoli muito sapo!

por Jesus Rufino

"É mais fácil começar com micos e sapos antes de ficar cara a cara com o leão"
Não me venham com essa de saber o que é preciso para ser um publicitário bem sucedido. Eu não sei. Até porque, se eu soubesse, já teria feito o meu primeiro milhão e só passaria um briefing por mais outro milhão.(hehehehe)

O lance é a caça por Leões - entenda Leões como: grande idéia, aquela idéia, a idéia etc – (que coisa mais pobre, redatora fazendo uso do etc. nunca vi nada mais sem criatividade!). Voltando ao assunto, a caça desesperada aos leões, a idéia fixa de 100 entre 100 criativos.

Já ouvi ou li em algum lugar que o único lugar em que sucesso vem antes de trabalho é no dicionário. Pois eu vou pegar emprestada essa frase e vou dar uma adaptada (trabalhar em criação é isso, vai aprendendo): os únicos lugares onde leão vem antes de sapo são dicionário e cabeça de estagiário. Explico: todo mundo sai da faculdade prontinho pra ganhar Leão, mas poucos estão preparados pra engolir sapo. Quando você sai da faculdade, pronto para ganhar as tvs, os rádios, os jornais e as placas de outdoors, imagina que o leão é o único animal que habita a fauna da propaganda. O problema é que esqueceram de te avisar sobre os sapos, os micos e outros bichos.Mas veja, até que isso é bom. É mais fácil começar com micos e sapos antes de ficar cara a cara com o leão, concorda? Não, você não concorda, digo por experiência própria. E é aí que está o problema. Muita gente desiste antes de poder estar realmente preparado para domar o leão. (NÃO desista!)O que acontece é que no começo você tem de mostrar a que veio. Antes de marcar um golaço, você precisa mostrar que está jogando com garra, com amor à camisa, senão a torcida pega no pé e o técnico te manda pro banco. Bom, aí você vem e me diz "pô, mas tem um amigo meu da faculdade que ganhou um leão quando tava fazendo estágio". Sim, é verdade, isso acontece. E é legal, é bacana. Mas aí a cobrança passa a ser maior, percebe? Imagine marcar um gol de bicicleta no seu jogo de estréia. É muito bom, mas é um fardo que você vai ter de carregar. A partir daí as pessoas vão, sempre, olhar para você e se perguntar: "será que o cara é bom mesmo ou foi um lance de sorte?". O tempo e a sua conduta é que vão dizer. Como disse Ruy Lindenberg, citado no livro Criação sem Pistolão, do Carlos Domingos: "Hoje em dia é mais fácil ganhar um Leão do que chegar a ser um bom profissional. Ganhar Leão pode ser fruto de sorte, formar um bom profissional pode levar 10 anos". Portanto, cuidado. Tornar-se um profissional respeitado é resultado de constância, não de arrogância.

O que pouca gente te avisa é que até você pegar filé, vai ter que roer muito osso. Antes de encarar o leão, vai ter que pagar mico, engolir sapos, procurar imagens pro diretor de arte, ficar até tarde, ganhar pouco e ainda ter de desenvolver as idéias dos outros.
Está pensando que acabou? Pois até mesmo quando você já for mais experiente, mais respeitado, vai continuar tendo de aumentar as logos, colocar um esplash, adequar aquela sua idéia genial à vontade do cliente e ainda fazer trabalhos com pouca verba e pouco prazo. Mas, se tudo é assim tão difícil, que vantagem alguém leva em ser publicitário? Bom, tudo bem que você leu meu texto inteiro, mas não vai ter a menor graça seu eu te entregar a resposta assim, de mão beijada. Você vai ter de calçar as botas, se armar até os dentes e se embrenhar no mato pra descobrir. Desculpe, mas publicitário é assim mesmo, um bicho bem esquisito.

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sexta-feira, 27 de julho de 2007

A Diferença está no Design

por Lima Junior

Cada vez mais empresas estão descobrindo as vantagens do design gráfico.

A sua empresa tem uma identidade visual? A resposta positiva a essa pergunta é cada vez mais comum. Mas é verdade também que muitas empresas não têm sequer uma marca definida. Talvez por desconhecerem a importância do Design Gráfico como meio de promover às empresas um bom posicionamento no mercado onde estão inseridas.
Com o advento da Internet o tamanho das empresas não é mais medido pelo espaço físico que ocupa as suas instalações, nem mesmo pela quantidade de funcionários que emprega. Na era da informação organizações podem ser gigantescas com apenas 10 funcionários, por exemplo. Pequenos e grandes competem lado a lado. No limiar dessa revolução se dizia que aquele que detivesse mais informação e fosse mais atualizado prevaleceria sobre a concorrência, hoje se vê claramente que o número de informações não é vantagem alguma. A competitividade real é proporcionada pela seleção e uso inteligente das informações mesmo que em pouca quantidade. É isso que vai determinar o posicionamento de uma empresa no mercado.
Na busca por resultados palpáveis no gerenciamento das informações, é comum os empreendedores se concentrarem nos dados financeiros enquanto que o visual da empresa vai ficando para depois. É como o executivo que se preparou tanto academicamente que não teve tempo de se vestir bem ou de preparar uma apresentação visual de se mesmo, sabe tudo, mas ninguém acredita nele. A utilização das suas informações visuais está desestruturada. Muitas empresas também são assim, tem bons produtos, preços competitivos, porém ambos desconhecidos ou desacreditados. Faltam ferramentas de posicionamento de mercado. Falta, quem sabe, uma identidade Visual. Às vezes, os resultados não são alcançados porque a imagem corporativa da empresa está abalada ou simplesmente não existe.
Numa era em que os pequenos são (ou parecem) grandes, a empresa que nunca contratou os serviços de um designer gráfico, corre sérios riscos de sumir, se tornar invisível, apesar do seu tamanho desajeitado.

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