A web 2.0 abre espaço para o trabalho de programadores dentro das agências. Maurício Furtado Massaia não é formado em publicidade, mas poderia trabalhar em qualquer agência de propaganda ou de mídia interativa. Aos 22 anos, ele tem um perfil cobiçado no momento por essas empresas: é um programador Flash experiente, com um portfólio regado a projetos para grandes empresas. Há pouco mais de um mês, Massaia deixou a badalada agência DM9 e começou a trabalhar na Hello, Interactive. É a nova agência do grupo ABC (ex-Ypy), holding que reúne outros grandes nomes da publicidade como Africa, Loducca e MPM —e que tem entre seus sócios o publicitário Nizan Guanaes. “Aqui terei a chance de trabalhar com projetos ainda mais inovadores”, diz Massaia. Françoise Terzian, revista INFO de novembro de 2007
Com o boom das ações de marketing na web 2.0, as agências têm demandado cada vez mais programadores para fazer sites, banners e anúncios, principalmente em Flash. Em geral, o que se espera do candidato é que seja alguém com boa noção da linguagem ActionScript, adepto de constante atualização e que goste de inovar. “Como não há profissionais de Flash suficientes no mercado, as pessoas estão muito confortáveis em seus respectivos empregos”, afirma Alexandre Santos, diretor de tecnologia e projetos da Hello, Interactive.
O resultado são melhores oportunidades de salário. Com isso, um programador em Flash pode ganhar até 7 000 reais por mês. Um iniciante, por sua vez, começa com 1 500 mil reais. O mercado anda aquecido também para os programadores web especializados em JSP, ASP e ASP.NET, com faixa salarial em torno dos 3 000 reais.
LIGADO NOS FÓRUNS
Esse tipo de demanda tem rendido muito trabalho para Renato Antônio Martinez, de 22 anos. Webdesigner com experiência na produção de
sites em HTML, PHP, ASP e Flash, ele foi contratado pela agência JourneyCom. Desenvolve sites e banners interativos em Flash. Sua dica para ficar sempre atualizado é participar de fóruns web.
Apesar da procura crescente por profissionais desse tipo, nem todas as agências de propaganda estão abertas à contratação. Muitas terceirizam as tarefas mais técnicas com as chamadas agências digitais, de mídia interativa e de marketing online, como a AgênciaClick, TV1 e Mídia Digital.
INTERFACES RICAS
O mercado publicitário também procura engenheiros de software, cujo salário médio fica entre 4 000 e 5 000 reais. Para fazer plataformas diferentes conversarem entre si, o profissional disputado é o que conhece integração. “Ele precisa ser um pesquisador antenado e ter interesse pelas interfaces ricas”, afirma João Cabral, diretor de tecnologia da AgênciaClick.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
TI na Publicidade
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Marketing e Branding
Por Koert van Mensvoort Isso posto e agindo de forma sensível, convergente, consistente, todas as forças da empresa e dentro da ideologia do marketing – pessoas, produtos, serviços, filiais, recepções, embalagens, propaganda, promoções, eventos, preço, relacionamento etc – têm um único e mesmo objetivo no final da linha, do processo, e que se renova a cada novo dia: o de construir e preservar uma marca de qualidade na cabeça e no coração dos públicos relevantes e decisivos; o objetivo de fazer o branding. Ainda recentemente, John Jantasch, que tem um dos melhores blogs sobre marketing, trouxe importante contribuição ao assunto ao responder uma pergunta de um de seus leitores. Dentro do entendimento de que marketing e branding são as duas faces de uma mesma moeda. Segundo ele, “Marketing é a arte de convencer alguém que tenha um desejo, a conhecer, gostar e confiar em você”; e “Branding é a arte de se fazer conhecido, querido e confiável”. Tão simples quanto. autor: Francisco A. Madia
O festival de absurdos que todos os dias ocupa páginas e páginas da imprensa especializada falando sobre a relação marketing e branding é, sobre todos os aspectos, além de medíocre, lamentável. A confusão é total e leva os leitores ao caos.
Contrariando Chacrinha, e para esclarecer e não complicar, vamos começar pelo verdadeiro entendimento de branding. E para tanto é suficiente recorrer-se a qualquer bom livro sobre a matéria. Até mesmo os voltados para os “idiotas”, como é o caso de “Branding for Dummies” assinado por Bill Chiaravalle e Barbara Findlay Shcenck. No livro, explicam, “Muitas pessoas continuam pensando que o logo é que é a marca. Não é. O logo é apenas a representação da marca que a empresa pretende construir. Em verdade a marca não é o que a empresa parece e demonstra ser, nem o que a empresa comunica, e muito menos o que vende. A marca é o que as pessoas conhecem, reconhecem e reputam sobre a empresa”.
Assim, marketing e branding são as duas faces de uma mesma moeda. Quando escrevo marketing me refiro ao entendimento que Peter Drucker trouxe para o mundo em seu livro de 1954, “The Practice of Management”. A partir daquele momento, Drucker elevou o marketing à condição de ideologia da empresa moderna. É desse marketing que estou falando. Nas empresas continuam existindo as áreas de marketing, que trabalham com todo o ferramental de marketing, que apóiam e prestam serviços às áreas de produtos e serviços, e muito mais; mas, para as que decidiram seguir Drucker, muito mais do que áreas e as ferramentas, marketing passou a ser a forma de pensar e agir da empresa moderna. A ideologia. Sua responsabilidade e comando são sempre do principal executivo da empresa. E sua ação, compartilhada por todos que trabalham na empresa e para a empresa.
fonte: Popmark
terça-feira, 21 de agosto de 2007
As Marcas "Refúgio"
*Por Fernando Jucá
Fonte Portal da Comunicação
Um contraponto necessário ao nosso universo com excesso de informações e conexões. Comercial de automóvel. Surge um homem, rosto tenso e ansioso, seu terno amassado parece uma camisa de força. É com ele que avistamos o novo veículo. Olhar de desejo, nosso amigo se apressa em entrar. Ouvimos o som macio da porta sendo hermeticamente fechada e o universo barulhento é deixado lá fora. Podemos sentir o conforto do banco de couro, onde ele se refestela e finalmente relaxa. Compartilhamos do seu sorriso de alívio: ufa, esse mundo é só meu! Sobe a música de fundo, quase infantil.
Essa peça de comunicação ilustra bem uma oportunidade que hoje se apresenta para os mais variados segmentos de negócio: a construção de "Marcas Refúgio".Marcas Refúgio não são exatamente uma novidade. Mas a extrema atualidade desse tipo de marca se explica como um contraponto necessário a esse nosso universo com excesso de informações e conexões.É fundamental - especialmente para executivos e empresários - entender as três distintas "teclas mentais" que o consumidor pode acionar nas Marcas Refúgio:
1 - "PAUSE"
Lembro da rede de cafeterias Starbucks - que está chegando ao Brasil - e sua proposta de oferecer um "terceiro espaço" ao consumidor. Um lugar aconchegante que não é o da casa, um território familiar que não é o do escritório, mas um terceiro espaço, para a prática do "estar tranquilamente", naqueles momentos entre a casa e o trabalho.Na Starbucks, café não é só café. Aliás, o sucesso da empresa se justifica porque eles entenderam que café nunca é só uma bebida! Um café fumegante, de grãos cultivados em países exóticos, constrói um tempo próprio, é um gostoso alicerce de refúgios, que a arquitetura das lojas e o treinamento dos funcionários reforçam na Starbucks.
O chocolate Twix, que tanto sucesso faz no Brasil, é outra marca que também soube aplicar a dinâmica do "Pause" ao oferecer em sua campanha de comunicação um "gostoso break" aos consumidores.
2 - "REWIND"
Uma pausa não é apenas o não-tempo. Ela une tempos. O refúgio também pode ser construído por meio de um retorno ao mundo protegido da criança.Ao vermos um adulto se deliciando com um picolé Kibon no meio da tarde não podemos deixar de lembrar do delicioso "bolinho" (madeleine) degustado por Proust, um objeto que faz a ligação entre o presente e os prazeres esquecidos pelo autor. É o sereno e restaurador reencontrar do profissional estressado com a criança que ele já foi.
Outro exemplo: a marca de salgadinhos Fandangos, que sabe oferecer um conjunto específico de prazeres sensoriais infantis que naturalmente agradam às crianças, mas que também cativam os adultos, pois proporcionam a eles uma momentânea viagem infantil.
Muitas vezes não venderemos mais produtos, soluções de engenharia. Venderemos sim instrumentos de refúgio, para trazer a eterna criança dentro de nossos consumidores. É como brilhantemente afirmou o CEO da Harley Davidson:
"não vendemos apenas motocicletas. O que oferecemos são brinquedos para altos executivos"!3 - "SELECT"
Na raiz das Marcas Refúgio, a necessidade de preservar nosso poder de decisão e escolha, mesmo que apenas dentro do pequeno e precioso mundo criado pelo refúgio.Para criar esse mundo e permitir essa sensação de controle, as Marcas Refúgio não precisam de portas fechadas, como naquele comercial de automóveis. O iPod é um belo exemplo.Não tente falar com quem está curtindo seu iPod, há um refúgio virtual em torno do usuário. E, entre outras coisas, a marca dá a ele o prazer de construir e controlar um universo particular de opções para ver e ouvir, todas selecionáveis a um toque de dedo.
Os exemplos deste texto são úteis também para mostrar que a razão de ser de uma marca não mudou. Marcas continuam a ser um instrumento que ajuda o consumidor a se apresentar para o mundo. Quando como Fandangos, ou circulo com o meu iPod, eu sinalizo orgulhoso para o outro: "ei, olhe, mesmo no meio de toda essa correria, estou no comando e continuo capaz de me proporcionar uma deliciosa experiência de refúgio".
* Fernando Jucá é diretor-associado da Troiano Consultoria de Marca Leia Mais…

